Programa Nacional de Controle da Dengue
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No final dos anos 1990 e início dos anos 2000, os casos notificados de dengue no Brasil cresciam de maneira expressiva. O mosquito transmissor da doença, Aedes aegypti, encontrava condições muito favoráveis para sua disseminação, principalmente nos grandes centros urbanos com poucas condições de saneamento e limpeza. Em 2001, surgem os primeiros registros de casos de febre hemorrágica decorrentes da dengue, tornando a epidemia ainda mais preocupante.
Em 1996, elabora-se um programa para controlar o mosquito vetor da dengue, porém entraves na implementação inviabilizam sua execução, principalmente no curto e no médio prazos. Em 24 de julho de 2002, o Ministério da Saúde lança o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), focando na elaboração de programas permanentes para reduzir a infestação do Aedes aegypti, em campanhas de informação e mobilização da sociedade, no fortalecimento de vigilância epidemiológica e na mobilização do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (Pacs) para integrar o controle da dengue na Atenção Básica.
Apesar dos esforços, a dengue segue sendo um dos principais problemas de saúde pública no país. Em 2024, o Brasil foi o país com maior número de notificações de dengue no mundo, com 6 milhões e 300 mil casos prováveis, sendo mais de 3 milhões confirmados em laboratório (Organização Mundial da Saúde). Para combater a doença, em dezembro de 2023 o governo Lula incorpora a vacina contra a dengue ao SUS e, em 2024, começa a imunização do público-alvo (crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade) em municípios de grande porte (população igual ou maior a 100 habitantes) com altas taxas de transmissão de dengue. A Anvisa não liberou a vacina para ser aplicada em idosos pelo SUS.

Foto: Reunião entre Fernando Henrique Cardoso e parlamentares sobre plano contra a dengue. Brasília (DF) , 21/03/1996 (Acervo Pres. F. H. Cardoso)/Autor: não identificado.
