Primeiro Centro de Vida Independente (CVI) do Brasil
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O Movimento de Vida Independente (MVI), que surgiu nos Estados Unidos na década de 1970, chega ao Brasil com a fundação do primeiro Centro de Vida Independente (CVI), no Rio de Janeiro, no dia 14 de dezembro de 1988. Existem hoje dezenas de Centros de Vida Independente em todo o país, com atividades dirigidas por e para pessoas com deficiência.
O MVI é um movimento de inclusão social, não assistencial, que busca o desenvolvimento individual das pessoas com deficiência, através do conceito de vida independente — não apenas realizar atividades por conta própria, mas assumir responsabilidades. O movimento prega que, em vez de estarem à mercê de instituições, especialistas e familiares, as pessoas com deficiência devem ser fortalecidas individualmente, adquirindo autonomia para tomar suas próprias decisões.
Os CVIs partem do pressuposto de que a incapacidade não está nas pessoas com deficiência, mas sim nos ambientes que as rodeiam. As pessoas com deficiência têm o direito de viver em comunidade, e elas próprias entendem suas necessidades para que desenvolvam uma melhor qualidade de vida, podendo identificar seus problemas e suas respectivas soluções. Além disso, essas necessidades variam de acordo com cada indivíduo, e devem ser atendidas por uma variedade de serviços e equipamentos, oferecidos por diversas entidades, programas e políticas públicas.
Em 28 de maio de 2000 é criado o Conselho Nacional dos Centros de Vida Independente do Brasil (CVI-Brasil), e em 23 de maio de 2008 a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprova a proposta que institui o dia 14 de dezembro como Dia Nacional do Movimento de Vida Independente.
