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19921992

Movimento Nacional de Travestis e Transexuais

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A Associação de Travestis e Liberados (ASTRAL), pioneira no Brasil e na América Latina, é criada no Rio de Janeiro. As travestis são pessoas com atribuição do sexo masculino no nascimento e que, ao longo da vida, passam por uma construção de gênero feminina, se identificam em diferentes aspectos da identidade e da sociabilidade com o gênero feminino, mas não necessariamente desejam alterar suas condições físicas. 

O grupo se organizou para se defender da violência policial, a partir dos encontros promovidos pelo Instituto Superior de Estudos da Religião para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e aids. No ano seguinte, o grupo organiza o primeiro Encontro Nacional de Travestis e Liberados (hoje Encontro Nacional de Travestis e Transexuais), com a participação de 95 pessoas de cinco estados diferentes. 

Ao longo dos anos 1990, surge um movimento nacional com a multiplicação de grupos e organizações locais, que culmina na criação da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) em 2000. De acordo com a ANTRA, o grupo é composto por travestis e transexuais, a saber, pessoas que apresentam uma identidade de gênero distinta daquela que lhes foi designada no nascimento em razão de seu genital. Embora com diferenças em termos identitários (não é o desejo de realizar a cirurgia de adequação corporal à identidade de gênero que diferencia as travestis das mulheres transexuais e dos homens trans), os dois grupos trazem questões ligadas à identidade de gênero: almejam o direito de se aproximarem da identidade de gênero com que se identificam (através do uso de hormônios e/ou de cirurgias de alteração do órgão sexual e do uso social), desejam alterar seu nome e sexo no registro civil independente de cirurgia, laudos e ação judicial e sofrem preconceitos e violências por não se identificarem com o gênero que lhes foi atribuído ao nascer em razão do seu genital, tendo em vista que a divisão de gêneros entre homens e mulheres ainda organiza muitos aspectos da vida social, gerando a exclusão desses grupos — como uso de banheiros, esportes, documentação, acesso à escola e ao mercado de trabalho.