Mensalão
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A compra de votos pelo Partido dos Trabalhadores (PT) é denunciada pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) à Folha de São Paulo. Em reação à acusação de chefiar esquema de corrupção envolvendo os Correios e o Instituto de Resseguros do Brasil, Jefferson denuncia o pagamento de uma mensalidade de R$ 30 mil reais para deputados de partidos como o PL, PP e PTB para que votassem junto com o PT na Câmara dos Deputados. Segundo ele, José Dirceu, ministro da Casa Civil, liderava o esquema e Marcos Valério, dono de empresas de publicidade, arrecadava dinheiro junto a empresas estatais, privadas e bancos.
A Comissão Mista Parlamentar de Inquérito dos Correios desvendou diversos aspectos desse esquema e a Comissão de Ética abriu um processo contra Roberto Jefferson que resultou na cassação de seu mandato parlamentar em setembro de 2005.
Além da investigação no Congresso, o “mensalão” é objeto de denúncia do Procurador Geral da República. Em agosto de 2007, a denúncia é acatada pelo Supremo Tribunal Federal (Ação Penal 470) com uma lista de 37 réus. O julgamento inicia-se em 2012 e as 69 sessões são transmitidas ao vivo, com muita repercussão na mídia. Em 2014, 24 envolvidos, inclusive importantes líderes políticos, são condenados — 4 à prestação de serviços comunitários e 20 à prisão.
O mensalão influencia a adoção de um novo marco legal nos anos seguintes, com o avanço de legislações para aprimorar a investigação e endurecer as consequências de atos corruptos, como a Lei da Ficha Limpa (2010), a Lei Anticorrupção (2013) e a Lei de Organizações Criminosas (2013).
