Massacre em Eldorado dos Carajás
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Cerca de 1.500 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fazem marcha na Rodovia PA-150, com destino a Belém, para pressionar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a desapropriar a Fazenda Macaxeira, então ocupada pelo Movimento. Para desobstruir a rodovia, a Polícia Militar do Pará age de forma violenta, causando a morte de 19 trabalhadores sem-terra. O massacre tem uma enorme repercussão nacional e internacional.
O processo de julgamento dos acusados pela chacina em Eldorado dos Carajás acontece de forma extremamente lenta. Somente em 2012, mais de 15 anos depois, apenas dois dos 155 policiais militares envolvidos no crime são julgados e condenados.
“O [Nelson] Jobim [ministro da Justiça] foi ao Pará de novo e viu que a polícia está fazendo um inquérito farsa. O coronel encarregado não está levando aquilo ao pé da letra, e só há uma pessoa para ajudá-lo. O advogado deles é outro coronel reformado da Polícia Militar, competente segundo Jobim. Está tudo sendo preparado para não dar em nada. Ele acha que é preciso tomar alguma medida. […] O Almir tem que aceitar a nomeação de um secretário de Segurança do Exército, para que possamos intervir na Polícia Militar do Estado.” (CARDOSO, Fernando Henrique. Diários da Presidência, 1995-1996. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 567).
Confira a seguir fala do presidente FHC sobre o Massacre:
Vídeo: Declaração sobre conflito entre membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e a Polícia. Brasília, 18/04/1996. (Acervo Pres. F.H. Cardoso)/Produtor: não identificado.
A nota oficial da Secretaria de Direitos Humanos (Ministério da Justiça) pode ser acessada neste link. Brasília, 04/04/2002. (Acervo Pres. F.H. Cardoso)
