Criação da CPMF
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Em 24 de outubro é instituída a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), um tributo cobrado sobre praticamente todas as operações bancárias realizadas, como saque, transferência, emissão de cheque e pagamento de boletos. A aprovação da Emenda Constitucional que criou a contribuição deu-se pelos esforços do então ministro da Saúde, Adib Jatene, que se apoiou em uma aliança suprapartidária no Congresso, amparado pelo movimento sanitário. A cada movimentação realizada, pagava-se uma contribuição de 0,2% do valor. O objetivo da medida era obter mais recursos para aplicação na área de saúde.
Criada em um período em que o SUS enfrentava uma grande restrição orçamentária, a CPMF acabou por se tornar uma contribuição substitutiva, e sua receita apenas ocupou o lugar das receitas orçamentárias anteriores. Quanto mais dinheiro era arrecadado pelo tributo, menos dinheiro o próprio Tesouro investia na saúde — o que resultou em poucas mudanças no financiamento do SUS. Além disso, embora inicialmente os recursos resultantes da CPMF fossem destinados exclusivamente para a saúde, com o tempo passaram a ser compartilhados com outras áreas, como a Previdência Social. A insatisfação com relação aos esforços de arrecadação de recursos para a saúde fez com que Adib Jatene renunciasse a seu cargo no Ministério da Saúde.
Este tributo vigorou por onze anos, até que sua proposta de prorrogação foi rejeitada pelo Senado, em 2007. Desde então, houve mais de uma tentativa de retorno da CPMF.
