Assassinato de Marielle Franco
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Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro (PSOL), e Anderson Gomes, motorista, são assassinados dentro do carro por 13 tiros, quando estavam a caminho de uma reunião com jovens negras do Partido Socialismo e Liberdade. O assassinato de Marielle Franco gerou repercussão no Brasil e no mundo, seu retrato foi estampados em muros e ocorreram manifestações clamando pela resolução do caso e punição dos culpados.
Em março de 2019, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram presos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro acusados de serem os autores do assassinato. Continuava a pergunta sobre quem teria sido o mandante do crime.
As investigações seguintes foram marcadas por tentativas de obstrução da justiça, assassinatos de suspeitos no crime e poucos avanços efetivos. Em setembro de 2019, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, chegou a pedir a abertura de um novo inquérito que fosse conduzido pela Polícia Federal. Em maio de 2020, o Superior Tribunal de Justiça negou, por unanimidade, a federalização do caso.
Em 2021, o suspeito de intermediar o contato entre os mandantes e o executor do assassinato, o sargento reformado da PM Edmilson da Silva de Oliveira, conhecido como Macalé, foi morto a tiros.
Em fevereiro de 2023, por determinação do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, a Polícia Federal passou a investigar o caso. Um mês depois, Ronnie Lessa assinou o acordo de delação premiada e entregou os possíveis mandantes e a Polícia Federal prendeu preventivamente Domingos Brazão, conselheiro afastado do TCE-RJ, seu irmão João Francisco (“Chiquinho”), deputado federal do Rio de Janeiro (União Brasil) (apontados por Lessa como mandantes do assassinato) e Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, acusado de comprometer as investigações.
Com o envolvimento do parlamentar nas investigações, o caso passou para a alçada do Supremo Tribunal Federal (STF). Os irmãos Brazão, Rivaldo Barbosa e o ex-policial Ronald Paulo de Alves se tornaram réus por homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora de Marielle, Fernanda Chaves, que sobreviveu. O julgamento está em curso e os acusados continuam presos preventivamente. Na justiça estadual, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram condenados em outubro de 2024.
