Leonidas Cardoso

O Arquivo Leonidas Cardoso (1889–1965), pai de Fernando Henrique Cardoso, reúne documentos textuais e iconográficos que retratam sua trajetória militar, familiar e política. Entre os temas documentados destacam-se sua participação no movimento tenentista e seu envolvimento nas campanhas “O Petróleo é Nosso” e “Panela Vazia”.

Guia do Arquivo Leonidas Cardoso


O Arquivo Leonidas Cardoso (1889–1965), pai de Fernando Henrique Cardoso, contém documentos acumulados por ele desde os tempos de ginásio, no início do século XX, até sua morte, em 1965. São cerca de 870 itens que refletem sua trajetória como militar e político, suas relações familiares e sociais e os eventos históricos de que participou, como o Tenentismo, a Campanha do Petróleo e o Movimento da Panela Vazia. A documentação permite conhecer também as instituições a que pertenceu, como o Clube Militar, o Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional (CEDPEN), a Liga de Emancipação Nacional (LEN) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Formação e relações familiares e sociais

A correspondência mantida com amigos e parentes, cujo tom coloquial permite identificar os apelidos pelos quais eram conhecidos, oferece, juntamente com cadernos de poemas, retratos e outros documentos marcados pela espontaneidade, elementos reveladores da personalidade de Leonidas Cardoso. Diplomas e certificados de cursos de nível médio e superior compõem o conjunto documental relacionado à sua formação, realizada em Curitiba e no Rio de Janeiro.

Carreira militar e política

Desde seu ingresso na Escola de Guerra de Porto Alegre, em 1905, até o fim da vida, já como general de divisão reformado, a carreira militar de Leonidas Cardoso está amplamente documentada no acervo. Entre os registros, destacam-se aqueles relativos ao apoio que deu à Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, em 1922, episódio que lhe custou a prisão na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) e, posteriormente, transferências para Óbidos e Belém, no Pará, e Manaus, no Amazonas. A documentação também registra sua participação na Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas à Presidência da República, e na Revolução Constitucionalista de 1932. O acervo abrange ainda o período em que, já promovido a major, Leonidas Cardoso atuou como oficial de gabinete do ministro da Guerra, Pedro Aurélio de Góis Monteiro.

Transferido para São Paulo em 1940, Leonidas Cardoso passou a servir no Quartel-General da 2ª Região Militar e a dedicar-se à defesa do petróleo nacional. O acervo reúne também documentos relacionados à sua carreira política como deputado federal por São Paulo pelo PTB (1955–1959), bem como às causas que apoiou, marcadas pela defesa das liberdades democráticas e pelo nacionalismo.