Nos anos 1980, registrou-se um histórico de quebras bancárias que se intensificou após o Plano Real, em 1995, com a estabilização da economia e fim da hiperinflação. Bancos como Econômico, Nacional e Bamerindus não conseguiram se adaptar ao novo ambiente de inflação baixa e acabaram falindo.
Para evitar um colapso sistêmico que colocasse em risco a credibilidade recém-conquistada da nova moeda, o governo de Fernando Henrique Cardoso criou, em novembro de 1995, o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (PROER). A iniciativa representou uma resposta coordenada e de grande escala para reorganizar e fortalecer o setor bancário. A oposição atacou o governo dizendo que o programa pretendia “salvar banqueiros falidos”. Na verdade, os donos e executivos dos bancos eram afastados. O programa evitou uma crise bancária de consequências potencialmente devastadoras e fortaleceu o sistema financeiro nacional, com um custo relativamente modesto para o governo (menos de 1% do PIB).
Foi nesse contexto que também surgiu o Fundo Garantidor de Créditos, concebido como um mecanismo de proteção a investidores e correntistas. Financiado pelos próprios bancos, o FGC garante a devolução dos depósitos até um determinado limite em caso de quebra de uma instituição financeira.
Neste vídeo do programa de História Oral da Fundação FHC, integrantes da equipe econômica do governo FHC relembram a criação do PROER e seu papel na consolidação da estabilidade do sistema financeiro brasileiro.