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A exploração na
Foz do Rio Amazonas
e o futuro do petróleo
no Brasil 

 
 

A recusa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em autorizar a pesquisa de reservas de petróleo e gás na chamada Margem Equatorial, que abrange a Foz do Amazonas, entre outras regiões do Litoral Norte do Brasil, explicitou um conflito latente. De um lado, a exploração de novas reservas potencialmente abundantes de combustível fóssil e seus efeitos possivelmente benéficos para o crescimento e a geração de renda e emprego no país. De outro, os danos ambientais que essa atividade poderia acarretar, agravados pela relativa proximidade entre a área em questão e o bioma da Floresta Amazônica, de grande importância simbólica e material para o Brasil. 

A eventual pesquisa e exploração das reservas da chamada Margem Equatorial é o nervo exposto de uma questão mais geral: que papel devem ter os combustíveis fósseis na transição para uma economia de baixo carbono no Brasil?

As respostas a essa questão têm grande repercussão e profundas implicações sobre as possibilidades e trajetórias de desenvolvimento e inserção internacional do país. Trata-se de uma escolha estratégica, que se materializa agora na decisão sobre a Margem Equatorial.

Para discutir o que está em jogo e qual a melhor escolha a ser feita, a Fundação FHC convidou dois debatedores com visões distintas, mas igualmente qualificadas, para abordar a questão.

 
 
CONVIDADOS
 

SUELY ARAÚJO

Ex-presidente do Ibama (2016-2018), é advogada, doutora e mestre em Ciência Política e professora na Universidade de Brasília (UnB) e no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Ex-consultora legislativa da Câmara dos Deputados (1991-2020), é especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima.

ROBERTO FURIAN ARDENGHY

CEO do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), é diplomata de carreira. Ocupou vários cargos no governo federal – Casa Civil da Presidência da República e Ministérios das Relações Exteriores, Justiça, e Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Atuou na Secretaria da Administração Federal e nas Embaixadas do Brasil em Washington e Buenos Aires. Em 2019, ocupou a chefia de gabinete da presidência da Petrobras, sendo depois nomeado chefe executivo da diretoria.

 
MEDIADOR
 

SERGIO FAUSTO

Cientista político e diretor geral da Fundação FHC.

 
   
  19/06 | 17h
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